Núcleo de Estudos Açorianos | NEA
  • Dança do Pau de Fitas

    A Dança do Pau de Fitas é uma manifestação folclórica de origem europeia, que é popular em países como Portugal, Espanha, França e aqui no Brasil. Sua prática remete às antigas celebrações da primavera e da fertilidade da terra, nas quais as pessoas dançavam ao redor de um mastro enfeitado com fitas coloridas como forma de homenagear a natureza, celebrar o renascimento da vida após o inverno e agradecer pela fertilidade dos campos.

      Com a chegada dos portugueses ao Brasil, essa tradição se incorporou à cultura popular e adaptada às características locais, passando a fazer parte de festividades religiosas e populares, como as Festas do Divino Espírito Santo e as Festas Juninas. No Brasil, a dança  adquiriu suas próprias características e tornou-se parte do folclore nacional.

      A dança do pau de fitas é realizada por um grupo de dançarinos que fazem coreografias ao redor de um mastro decorado com fitas coloridas. Os dançarinos seguram as fitas e fazem movimentos coreografados, girando e cruzando as fitas em torno do mastro enquanto dançam ao seu redor. Os movimentos da dança são geralmente ritmados e coordenados, com os dançarinos executando passos, saltos e giros em harmonia. À medida que os dançarinos se movem, as fitas se entrelaçam ao redor do mastro, criando belos padrões de trançados, redes e rendas coloridas. 

      O mastro representa simbolicamente a árvore da vida ou a própria natureza. Em algumas tradições, ele também simboliza a árvore que, após o inverno, anuncia a chegada da primavera. As fitas coloridas representam o renascimento das árvores, a renovação da vida, a  alegria e a diversidade cultural. Dependendo do contexto, cada cor das fitas pode ter um significado simbólico diferente.

      O entrelaçamento das fitas simboliza a união entre as pessoas, a cooperação, a interdependência e o fortalecimento da comunidade. A dança também está associada à prosperidade, à fertilidade da terra e à colheita, por isso a dança do Pau de Fitas possui um profundo significado simbólico e social.

     

    Referências:

    https://fundart.com.br/danca-da-fita-historia-e-tradicao.

    https://guiafloripa.com.br/cultura/folclore/danca-do-pau-de-fitas 

    https://www.dancastipicas.com/regiao-sul/danca-pau-de-fitas/ 


  • 10 DE JUNHO: Dia de Portugal, de Luís de Camões e das Comunidades Portuguesas

    Celebrado anualmente em 10 de junho, o Dia de Portugal, de Luís de Camões e das Comunidades Portuguesas é uma das datas mais importantes do calendário cívico português. A escolha da data está relacionada à morte de Luís de Camões, em 1580, considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e autor de “Os Lusíadas”, obra que se tornou um marco da literatura e da cultura portuguesa.

    Mais do que uma homenagem a Camões, a data representa a valorização da história, da cultura e da identidade de Portugal, além de destacar a importância da língua portuguesa como elemento de união entre diferentes povos e nações. Também presta reconhecimento às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, que contribuem para a preservação e a difusão da cultura portuguesa além das fronteiras do país.

    A celebração reforça os laços históricos, culturais e linguísticos que unem Portugal e os países de língua portuguesa, ressaltando a relevância desse patrimônio compartilhado para as gerações atuais e futuras.

    Para marcar a data, reunimos neste material informações sobre a origem da celebração, a trajetória de Luís de Camões e a importância do 10 de junho para a cultura e a memória portuguesa.

     


  • EXPOSIÇÃO BOI DA MAGIA – por Marcelo Calazans

    Inspirado pelo cotidiano simples das comunidades litorâneas, Marcelo Calazans busca eternizar cenas e saberes tradicionais herdados dos primeiros povoadores açorianos, preservando elementos que fazem parte da história e da alma do povo. As praias, os costões, os barcos de pesca, a renda de bilro, as redes lançadas ao mar, a religiosidade popular e as manifestações culturais tradicionais surgem em suas telas como símbolos vivos de pertencimento e de memória.

    A exposição convida o público a mergulhar nas raízes da cultura açoriana, revelando, por meio das cores e formas, a beleza das tradições que atravessam gerações e seguem presentes no cotidiano das comunidades catarinenses. Mais do que retratar paisagens e costumes, as obras despertam afeto, identidade e reconhecimento da riqueza cultural que compõe nossa história.

    A visitação acontece no Espaço Cultural NEA – UFSC. No período de 14 de maio a 30 de julho, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30 às 17h30. Venha conhecer e prestigiar a exposição!

    Para mais informações: (48) 99114-4477.


  • FELIZ NATAL!

    O Núcleo de Estudos Açorianos – NEA/SECARTE agradece o trabalho conjunto do Conselho Deliberativo do NEA neste ano de 2025. Construímos e dinamizamos muitas ações culturais que fortaleceram nossa identidade cultural. Tudo isso é motivação para fazermos ainda mais em 2026! Boas festas, Feliz Natal e um ótimo Ano Novo! 🥰🎉


  • 31ª Festa da Cultura Açoriana – Açor: Barra Velha celebra a cultura açoriana com programação diversificada

    De 12 a 14 de setembro, a cidade de Barra Velha – SC sedia a 31ª Festa da Cultura Açoriana – Açor. O evento reunirá música, apresentações culturais, exposições, religiosidade popular, tradições e gastronomia típica.

    O AÇOR é o momento de de confraternização e de troca de experiências de Grupos Folclóricos, Saberes Populares, Tradições Religiosas, e de muitas vivêncas culturais da Faixa Litorânea do estado de Santa Catarina.

    Desde o ano de 1994, com a realização do 1° AÇOR, em Itajaí/SC, o Núcleo de Estudos Açorianos (NEA), vinculado à Secretaria de Cultura, Arte e Esporte da Universidade Federal de Santa Catarina (SeCArtE/UFSC), promove, organiza, realiza, e coordena essa Grande Festa Cultura que tem como recorte a Herança Cultura trazida pelos casais açorianos que migraram para o Brasil Meridional em meados do Século XVIII.

    Santa Catarina tem na sua base cultural aspectos dessas Heranças Culturais, que se formaram juntamente com as Culturas dos Povos Originários – os Indígenas, e os Povos que também vieram para cá, na condição de escravizados.

    A festa promove encontros e o resgate histórico de heranças culturais, celebrando as tradições e costumes que moldaram a identidade catarinense. Ao todo, 22 municípios participarão do evento. 
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  • Safra da Tainha em Santa Catarina

     A safra da tainha no litoral de Santa Catarina ocorre entre os meses de maio e julho, período em que grandes cardumes se formam e se aproximam da ara a pesca. Esse fenômeno está diretamente ligado a fatores climáticos, especialmente à queda das temperaturas e à atuação do vento sul. Essas condições favorecem a migração dos cardumes, impulsionando sua saída do estuário da Bacia do Prata em direção ao litoral catarinense, onde se tornam mais acessíveis aos pescadores.

     Essa atividade é praticada principalmente de forma artesanal, preservando tradições centenárias que fazem parte da identidade das comunidades litorâneas. Os pescadores utilizam redes e técnicas transmitidas de geração em geração, em um esforço coletivo que mobiliza famílias inteiras e fortalece os laços comunitários.

     A pesca de arrasto ou de cerco é uma das mais utilizadas, que envolve o avistamento dos cardumes a partir da praia, geralmente por vigias posicionados em locais elevados, como dunas ou costões. Quando as tainhas são avistadas, os vigias alertam os pescadores, que rapidamente entram em ação, colocando os barcos no mar e lançando as redes para cercar os peixes com precisão. A técnica exige atenção, trabalho em equipe e uma profunda conexão com os ciclos naturais. Ela acontece simultaneamente com o saragaço, que se caracteriza pela agitação, correria, brincadeiras e o esforço coletivo para trazer os peixes à praia.

     Por isso, a pesca da tainha é uma atividade essencial para a economia local e desempenha um papel fundamental na preservação da cultura e das tradições das comunidades pesqueiras do litoral catarinense.

     Além disso, durante a temporada da tainha, há regras específicas que regulamentam a pesca  A scosta, criando condições ideais pna região, visando garantir a sustentabilidade do recurso pesqueiro e proteger a atividade artesanal. Uma dessas medidas é a restrição à atuação de embarcações de grande porte ou industriais no período da safra.

     Durante esse período, apenas barcos autorizados, geralmente de pequeno porte e vinculados à pesca artesanal, podem operar nas áreas designadas para a captura da tainha. Em diversas regiões do litoral catarinense, o acesso é exclusivo para comunidades tradicionais, que utilizam técnicas como o cerco ou arrasto de praia. 

     Essas restrições têm como objetivo proteger os cardumes durante sua migração e permitir que as comunidades locais, que dependem historicamente da pesca da tainha para sua subsistência, possam aproveitar a safra de forma justa. A fiscalização é realizada por órgãos ambientais e entidades pesqueiras, garantindo o cumprimento das normas e a preservação da espécie para as futuras gerações.


  • Freguesias Luso-Brasileiras da Grande Florianópolis: Patrimônio Cultural Nacional.

    No 26 de março de 2025, quarta-feira, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), reconheceu como Patrimônio Histórico as Freguesias Luso-Brasileiras da Grande Florianópolis. Sendo elas: Enseada do Brito, na Palhoça; Santo Antônio de Lisboa, Lagoa da Conceição e Ribeirão da Ilha, em Florianópolis.

    Com esse reconhecimento, essas localidades serão inscritas no Livro de Registros de Patrimônio Cultural: Histórico, Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, o que ressalta sua importância histórica e cultural. O conselheiro relator do processo de tombamento, Leonardo Castriota, destacou o vínculo dessas freguesias com a imigração açoriana do século XVIII e a preservação de seu traçado urbano, edificações históricas e manifestações culturais.

    As freguesias foram comunidades coloniais formadas em torno de um Igreja Católica, instituídas pela Coroa Portuguesa no estabelecimento no sul do Brasil. Como destacado pelo conselheiro relator do IPHAN, Leonardo Castriota, as freguesias são expressões culturais locais que transpassam as edificações, sendo locais de práticas como as festas do Divino Espírito Santo, confecção das rendas de bilro, a culinária local e a pesca artesanal.

    Criadas entre os séculos XVIII e XIX, as freguesias tinham como objetivo consolidar a presença portuguesa no sul do Brasil. Sua localização estratégica, tanto na ilha de Santa Catarina quanto no continente, permitia o controle visual das baías norte e sul de Santa Catarina.

    De acordo com Castriota, o planejamento das freguesias seguiu critérios administrativos e religiosos, refletidos na organização espacial das vilas. A igreja, situada em ponto estratégico, funcionava como o centro da comunidade, sendo rodeada por moradias, praças e caminhos.

    Aqui estão algumas características específicas de cada freguesia:

    Enseada do Brito: Fundada entre 1748 e 1750, preserva seu traçado urbano, com um grande terreiro entre a igreja e o mar, característica única da região. Originalmente chamada Freguesia de Nossa Senhora do Rosário.

    Ribeirão da Ilha: Criada oficialmente em 1809 a Paróquia de N. S. da Lapa, o nome da localidade provém de um pequeno rio que nasce de uma forte cachoeira no Alto de Santo Estevão, isso desde 1526.

    Santo Antônio de Lisboa: Instituída em 1750, anteriormente chamada Freguesia de Nossa Senhora das Necessidades e Santo Antônio, foi uma das primeiras freguesias de Santa Catarina e se destacou por comercializar, por mar, grande parte da produção agrícola do norte da Ilha de Florianópolis.

    Lagoa da Conceição: Também fundada em 1750, anteriormente chamada Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa. O povoamento intensivo da região começou em março de 1748, quando o primeiro grupo de imigrantes açorianos se instalou no local.

     

    Enseada do Brito – Setur PalhoçaIphan aprova tombamento das Freguesias Luso-Brasileiras na Grande Florianópolis (SC) — Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

    Foto: Setur Palhoça                                                                  Foto: Rancho Cultural

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    Foto: Felipe Rodrigues                                                                                   Foto: Reprodução/F1 Cia Imobiliária

     

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    Foto: Divulgação/ND                                                                             Foto: Reprodução/ booking.com

     

     

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    Foto: Edson Ribeiro                                                                             Foto: Reprodução/Pedra Rosa


  • FELIZ NATAL E BOAS FESTAS!


  • TROFÉU AÇORIANIDADE – 2024

       O Núcleo de Estudos Açorianos, da Universidade Federal de Santa Santa Catarina, e a Prefeitura Municipal de Biguaçu têm o prazer de convidá-los para a cerimônia de entrega do Troféu Açorianidade de 2024, assim como o lançamento oficial da Festa da Cultura Açoriana de Santa Catarina, festa que este ano comemora seu 30º aniversário.

    Mapa do Arquipélago dos Açores

       O Troféu Açoriano foi criado no ano de 1996 com o objetivo de reconhecer e valorizar o trabalho de instituições, pessoas e empresas que contribuem para o desenvolvimento da Cultura Base Açoriana do estado de Santa Catarina.

       Todos os anos são escolhidos pelo Conselho Deliberativo do Núcleo de Estudos Açorianos, formado por 68 representantes das prefeituras municipais do litoral catarinense, universidades, fundações e associações culturais, assim como o Arquivo Público de Santa Catarina e o Consulado Honorário de Portugal. Os nomes que representam todos os troféus fazem menção às nove ilhas do Arquipélago Açoriano.

    Os Agraciados deste ano foram:

    • Ilha do Pico – Mestra dos saberes e fazeres
      Elba Nair da Silva Cruz
    • Ilha do Faial – Administração Municipal
      Prefeitura Municipal de Bombinhas
    • Ilha de São Jorge – Personalidade
      Jorge Coelho – Imbituba/Florianópolis
    • Ilha Graciosa – Pesquisador
      Eládio Assis Silvério – Balneário Gaivota
    • Ilha do Corvo – Artesão
      Gilberto Machado (Giba) -São José
    • Ilha de Santa Catarina – Escola de Ensino Básico
      E.E.B.M. Nilza Matos Pereira – Sombrio
      Ilha de São Miguel – Instituição de Ensino Superior ou Cultural
      Associação Caminho das Águas do Tijucas – ACAT – Tijucas
    • 30º Festa da Cultura Açoriana de Santa Catarina
      Prefeitura Municipal de Biguaçu
    • Troféu Açorianidade Especial
      Gilson Guilherme de Oliveira

    Confira abaixo o convite para a entrega do Troféu Açorianidade e para a sua presença nos 30 anos da Festa da Cultura Açoriana de Santa Catarina no Município de Biguaçu – SC:

    Convite

     


  • DIVULGAÇÃO: ENCONTROS & DESENCONTROS

     

    ENCONTROS & DESENCONTROS é um livro que reúne diversos autores que fazem parte do grupo Náufragos Literários de Floripa, estes tão diferentes, mas que compartilham do mesmo gosto: a escrita. O grupo é formado por pessoas idosas oriundas do núcleo de estudos da terceira idade da UFSC que nos convidam ao estímulo da leitura de escritores amadores, contribuindo positivamente para o conhecimento da cultura local.

    Entre prosas e versos nos são relatados suas experiências de vida e anseios, entre eles a perpetuação de sua cultura antepassada, como o folguedo do Boi de Mamão citado pelo autor Auri Silva. Para quem escreve e para quem lê, este livro pode viajar em contos do cotidiano até fatos mais íntimos de cada autor.

    O Núcleo de Estudos Açorianos se sente muito lisonjeado em receber exemplares desta edição e convida a todos a leitura da obra. Entre encontros e desencontros há a partilha de emocionantes histórias e experiências que valem a pena serem lidas.